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A Música da Vida


 A vida é uma dança continua ao som da música do Universo. A música do Universo é eterna, não desafina e o seu ritmo depende da hora, do dia e dos bailarinos que estão na pista. A música do Universo, aqui na terra, é cantada pela natureza.

A água, o ar, a terra e o fogo são os grandes maestros a reger essa importante orquestra. A orquestra da natureza é perfeita, quem erra os passos são os bailarinos.

A terra é o suporte das pistas iluminadas e aquecidas pela luz do sol onde se dançam a música da vida.

Somos introduzidos nessa grande pista de dança pelos nossos pais. Dançamos a primeira música no aconchego do regaço de nossas mães. Nesse instante, nós somos ela, e ela, a rainha da vida.

A primeira e a última música da vida são inaudíveis aos ouvidos dos bailarinos que adentram e que deixam as pistas. Quem ouve e quem dança essas duas músicas são os nossos pais alegres e nossos filhos tristes.

Aprender a música da vida significa renunciar as fantasias da infância. Aliás, renuncia ou substituição... A criança tem o direito de crescer e o adulto o dever de não deixar a criança, que existe dentro dele, morrer.

A pista é infinita, o salão é colorido e a música tem as dimensões dos sonhos na juventude. Nessa fase, a música e os sonhos se fundem. Dançar, sonhar e viver embriaga a alma e gera uma ponta de incerteza. A incerteza diminui à medida que acertamos os passos e que a música é entendida assim como ela é, não como gostaríamos que fosse.

A mais alta, a mais estridente e mais longa música dançamos na vida adulta. Nessa época a indumentária predominante é o uniforme de trabalho, embora, o traje de gala também se faz presente. A música se confunde com o trabalho e acelera a sensação do tempo. Abandonar as fantasias e os sonhos é reconhecer parcialmente a música dá época e fugir do ritmo certo.

O errado não é perder o passo correto, o errado é ter medo de dançar. As quedas fazem parte da dança. Não é feio cair quando menos se espera. O belo é saber se levantar com galhardia e continuar a dança sem perder o ritmo. Dançar a música da vida não é apenas se exibir nessa enorme pista, sim, se comportar como um sábio bailarino.

A incomensurável beleza é que a orquestra da música vida toca eternamente e, a pista onde se dança essa música, nunca está abarrotada e nem mesmo vazia. O grande segredo é que os velhos se cansam e se retiram silenciosamente de cena para que novos e barulhentos bailarinos possam dançar a MÚSICA DA VIDA.





Sonhar e Amar

Sonhar e amar são duas funções, dois verbos meramente humanos. São as mais poderosas alavancas que movem a humanidade. Quando elas deixarem de existir não haverá mais sentido para a vida.

Há poucos dias atrás, uma senhora já bem idosa, com quem tive a oportunidade de conversar, na sua simplicidade e sabedoria comentou: “a humanidade está carente de amor”.

Eu não diria que a humanidade esteja carente de amor. O ser humano está sonhando de uma maneira errada, e, quem sonha de uma maneira errada, não é capaz de exercer o amor em sua plenitude.

A maioria das pessoas confunde sonhos com desejos. Os desejos fazem parte da individualidade, da superficialidade e da satisfação pessoal. Os sonhos fazem parte da individualidade, da profundidade e da satisfação pessoal e plural. Nos dias atuais os sonhos estão dando lugar aos desejos

Os desejos não são tão nefastos assim. Muitos deles, após serem exaustivamente trabalhados e burilados pela mente humana, se transformam em sonhos. Por outro lado, existem sonhos que são contaminados em seus nascedouros pela lei da individualidade, do menor esforço e se transformam em desejos efêmeros.

Quem deseja quer, quem sonha ama. O querer é muito diferente do amar. O desejo, uma vez saciado, perde o seu valor.  Por outro lado, o amor é contagiante e gera plenitude.

O caminho dos sonhos e do amor é mais longo, íngreme e pedregoso. Vencer esse caminho é ter a oportunidade de comemorar a vitória, de compartilhar o sucesso e de deixar um legado para a evolução da humanidade.  O caminho do desejo não é um caminho completo, é apenas um atalho em busca do sucesso pessoal e fácil, dos aplausos passageiros que se perderão no tempo. Sonhar é SER, desejar é TER.

A pessoa que ama consegue sonhar e quem sonha em profundidade possui a capacidade de amar em plenitude.

A humanidade, nos dias de hoje, não está sonhando em profundidade e nem mesmo amando em plenitude. O que está acontecendo é que o amor, o desejo em ter e os sonhos fazem parte de um único mosaico.

Vivemos em uma época em que a sociedade é fruto do marketing e do consumo e esse binômio induz ao desejo, embota a capacidade de sonhar e as pessoas passam a amar de maneira incompleta e errada.  

A sociedade do TER é egoísta, não sabe sonhar e amar e o seu legado para o futuro é nefasto. A sociedade do SER consegue sonhar em profundidade e amar em plenitude, ela aprendeu com o passado, sabe viver o presente e deixará um rico legado para o futuro.


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A felicidade mora em um grandioso castelo chamada alma. Esse grande castelo tem como hóspedes de honra a família, o trabalho e a natureza.
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